O Nordeste de Minas foi mapeado — mas por um levantamento concluído por volta de 2001. Enquanto isso, o Triângulo ganhou 39 folhas novas em escala de detalhe entre 2014 e 2017. A diferença não é de ausência: é de geração.
Em 2016, ao avaliar o potencial de lítio do médio rio Jequitinhonha, o Serviço Geológico do Brasil registrou que a literatura propunha, desde 1997, dois campos pegmatíticos ainda não estudados — entre eles o de Medina e Pedra Azul.
"Correia-Neves (1997) propõe a existência de outros dois campos pegmatíticos no distrito, Campo Pegmatítico de Salinas e Campo Pegmatítico de Medina — Pedra Azul, entretanto, nenhuma informação a seu respeito é apresentada, pois, segundo o autor, eles ainda estavam sendo pesquisados."
Uma indicação técnica de 1997, registrada em documento oficial de 2016, segue sem detalhamento em 2026. Não se trata de afirmar que existe jazida onde ninguém sabe se existe. Trata-se de constatar que quase trinta anos se passaram sem alguém ir olhar.
E o que se pede aqui é o estudo, não a riqueza. Se o Estado vier estudar e o resultado for negativo, a promessa terá sido cumprida do mesmo jeito.
Mapeamento moderno em escala de detalhe, mais de 70 mil km², entre 2014 e 2017. Espinhaço, Sul de Minas, Alto Paranaíba e Norte também entraram no ciclo.
Levantamento sólido, feito pelo Serviço Geológico do Brasil com a mineradora estadual e a Secretaria de Minas e Energia — e concluído por volta de 2001. É o que a região ainda usa.
Lei nova, porque não existe lei estadual de política mineral ou de geodiversidade. Na base da Assembleia, "mapeamento geológico", "geodiversidade" e "potencial mineral" dão zero proposições em toda a história da Casa.
O Mapa da Cobertura Geológica, todo ano, em formato aberto: o que existe de levantamento em cada município, em que escala e de que ano.
Critérios de prioridade para a programação dos levantamentos custeados pelo Estado — quem está há mais tempo sem atualização entra na frente.
O município, sozinho ou em consórcio, pleiteia o levantamento no seu território — e o Estado responde de forma fundamentada em 120 dias.
O programa e as definições técnicas — entre elas o que se considera cobertura de detalhe e a partir de quantos anos um levantamento é tido como desatualizado.
Publicado todo ano, em formato aberto, com o retrato por município: que levantamento existe, em que escala e de que ano.
Critérios para a programação dos levantamentos custeados pelo Estado — quem está há mais tempo sem atualização entra na frente.
O município, sozinho ou em consórcio, pleiteia o levantamento no seu território, com resposta fundamentada do Estado em prazo definido.
"O Estado publicará anualmente, em meio eletrônico de acesso livre e em formato aberto, o Mapa da Cobertura Geológica, contendo, para cada município [...]."
"O município, isoladamente ou em consórcio, poderá pleitear ao Estado a realização ou a atualização de levantamento geológico ou aerogeofísico em seu território."
Estamos reunindo apoiadores em todas as cidades dos vales.